Os botos fluviais brasileiros são muito mais sociais do que pensávamos

Boto
 Os dois comportamentos observados durante o estudo foram socialização e alimentação, como você pode ver nas imagens acima. Nas fotos A e B, os botos estão engajados em atividades sociais como natação lenta e contato físico. Na foto C, você vê um boto se alimentando de um peixe e a foto D, você vê um boto esperando para ser alimentado. (Fotos: Gabriel Melo-Santos e Luiza Pereira. )

Acreditava-se que os golfinhos fluviais brasileiros viviam solitários. No entanto, Peer J por Laura May Collado, da Universidade de Vermont, e Gabriel Melo-Santos, da Universidade de St Andrews, na Escócia, mostra que esses mamíferos marinhos têm um intrincado sistema de comunicação.

Novo vídeo, gravações de áudio e informações mostram que esses golfinhos com focinhos muito longos usam centenas de sons diferentes para se comunicar.

É uma descoberta importante porque demonstra a evolução e diversidade de comunicação entre os mamíferos marinhos.


Melo-Santos, May Collado e a equipe realizaram o estudo perto de um mercado de peixe na cidade brasileira de Mocajuba. Os golfinhos visitam regularmente a área porque as pessoas os alimentam.

Os golfinhos araguaios, também conhecidos como botos araguaios, são normalmente difíceis de encontrar e estudar, e vivem apenas em corpos d'água específicos na América do Sul.

A equipe pegou amostras de DNA e usou câmeras e microfones subaquáticos para coletar os dados, como você pode ver no vídeo acima. Com mais de 20 horas de gravações, eles descobriram mais de 237 tipos diferentes de sons vindos dos botos.

Os pesquisadores estão usando os dados para determinar o que significam os assobios e suas freqüências. Em última análise, a equipe espera descobrir por que certas populações de golfinhos se comunicam de forma diferente de outras e como elas evoluíram ao longo dos anos.


Fonte: mnn 


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