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Parker Solar Probe, da Nasa, envia os primeiros dados sobre o Sol

A Parker Solar Probe da NASA bateu um recorde quando foi lançada no início deste ano como a nave espacial mais rápida da história, com uma velocidade máxima de cerca de 430.000 milhas por hora ( 692,000 Km). A Parker já concluiu seu primeiro sobrevôo da coroa solar, e a Nasa diz que o desempenho inicial da sonda é tudo que a equipe poderia ter esperado.

Parker Solar Probe
Imagem: ExtremeTech

A Parker é um passo importante para a Nasa, que quis estudar de perto a coroa do sol por décadas. No entanto, a tecnologia para proteger uma sonda nesse ambiente não existia até recentemente. É contra-intuitivo, mas a coroa de plasma ionizado ao redor do sol é muito mais quente que a superfície da própria estrela. A Nasa estima que a coroa seja em torno de um milhão de Kelvin, 300 vezes mais quente que a superfície. 

A Nasa desenvolveu um escudo térmico avançado composto de espuma composta de carbono de 4,5 polegadas entre duas folhas de fibra de carbono para manter a Parker segura, mas era impossível saber com total certeza como ela funcionaria até que a sonda atingisse nossa estrela local. Nour Raouafi, cientista do projeto Parker Solar Probe da Universidade Johns Hopkins, diz que a espaçonave está se apresentando “melhor do que o esperado” depois de sua primeira passagem pela coroa.

WISPR
Imagem: ExtremeTech

 Parker fez a passagem pela coroa entre os dias 31 de outubro e 11 de novembro. Os pesquisadores ficaram felizes em ver que Parker poderia permanecer na mesma bolsa de plasma por vários dias durante o seu trânsito, o que significa que pode coletar mais dados do que podemos na Terra. À medida que o sol gira, o plasma em torno dele é arrastado junto com ele, então é difícil monitorar remotamente as estruturas ao longo do tempo. O escudo de calor que impediu a Parker de derreter também interfere na transmissão de dados, portanto, serão necessárias mais algumas órbitas para a Parker devolver todos os novos dados.

Levará tempo para a Nasa entender todos os dados que recebe da Parker. A equipe espera aprender mais sobre como o campo magnético do sol funciona e como o "clima" em torno dele pode afetar a Terra. Parker já enviou de volta algumas imagens legais, no entanto. A foto acima tirada com o instrumento WISPR mostra um streamer coronal com Mercúrio visível como o ponto brilhante. A Nasa espera ter mais informações após o próxima passagem da sonda, em abril de 2019. A Parker deve fazer um total de 24 passagens através da coroa, chegando a 3,8 milhões de quilômetros da superfície. 




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